Tag: Escrita

Diário de escrita #6

Então.

Eu acabei o primeiro rascunho de Anômalos 3 no sábado. SIM, OLHA, ANTES DA DEADLINE ESTENDIDA!!! DOMINEI A DEADLINE COMO O CHRIS PRATT DOMINA AQUELES DINOSSAUROS NOS TRAILERS DE JURASSIC WORLD!!

CALMA DEADLINE, CALMA

Gosto de separar o processo de escrita em dois momentos: um em que você monta a história e o momento em que você escreve a história. No meu caso, o primeiro processo começa anos antes do último e continua mesmo depois que você adiciona o último ponto final na história. Considerando os dois processos, já foram uns 4 anos do início do processo até o momento. Se você considerar só sentar e escrever, tirando as tentativas frustradas que tive antes (3, para ser mais precisa), foram três meses sentando a bunda todos os dias e escrevendo até agora.**Esse é um exemplo clássico do que acontece com um parágrafo quando você escreve cansada e não revisa**

Oh, você pode pensar, acabou de vez?

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Diário de Escrita #5

1) Da importância do Backup

Esse é mais um dos posts escritos na sexta-feira mesmo. Eu percebi que toda vez que faço o post na quinta, a sexta me revela uma surpresa. Semana passada, foi uma surpresa que me ensinou a importância do Backup. Eu já tinha tido problemas com arquivos corrompidos antes na minha vida, mas nunca desde que comecei a usar meu combo de macbook + libreoffice. Mesmo assim, eu sou super paranoica com isso: escrevo direto no arquivo da dropbox, envio emails com o arquivo periodicamente para mim e para os meus betas, salvo versões diferentes.

Só que com esse livro eu fui, podemos dizer, OTÁRIA. Como no início percebi que eu teria que fazer várias alterações no primeiro rascunho para que a cronologia fizesse sentido, decidi não enviar mais semanalmente para os meus betas. Isso não é um problema per se, porque eles também são pessoas ocupadas que não podem me dar feedbacks semanais e qualquer sugestão que fizessem também só seria considerada quando eu terminasse, então tudo bem. O que eu não me liguei é que essa também é uma forma de backup. Então tá, vamos viajar no tempo para uma semana atrás.

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Diário de Escrita #4

Dizem que se você encarar muito uma palavra ela para de perder o significado. Companhia, por exemplo. Não é uma palavra esquisita? Companhia. Companhia. Companhia. Depois da quarta vez, começa a soar como “campanhia”, “compania”, “cãpãina” e as variações mais esdruxulas.

O QUE SÃO PALAVRAS

O QUE SÃO PALAVRAS

É nesse estágio que eu estou. Sabe, a maior parte dos escritores concorda comigo (pelo menos dos que eu conversei e dos que eu li dicas de escrita) que mais ou menos na metade do livro você começa a achar tudo ruim, esquecer palavras, achar que está ficando louco, que é tudo ruim e que foi uma péssima ideia começar. É nessa parte do livro que todas as inseguranças estão à flor da pele, porque você está a tanto tempo com aquele material que não tem mais perspectiva. Escrever uma palavra depois da outra vem por inércia, porque você sabe, de experiências anteriores, que aquilo é uma fase e vai passar se você insistir. (O problema é que na primeira vez que você escreve um livro, você não sabe disso. Você só tem posts de pessoas como eu dizendo que é uma fase e vai passar e precisa acreditar na gente e continuar.)

Ao mesmo tempo, esse é o estágio em que escrever é mais prazeroso. Você consegue ver a linha de chegada e embora suas pernas estejam cansadas, você esteja com sede e duvidando de tudo e de todos, está quase lá. Sabe, é melhor correr e chegar logo do que desistir. A história está no melhor momento e  cenas fluem rapidamente pelos dedos, se desenhando nas páginas com uma velocidade extraordinária. É o clímax, é quando todas as pecinhas que você foi jogando ao longo da primeira parte se juntam para formar uma imagem.

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Diário de escrita #3

No ano passado assisti um anime muito muito muito muito muito bom chamado Gekkan Shoujo Nozaki-Kun (que vocês podem assistir aqui de graça se quiserem) que conta a história de uma menina, Sakura, que é apaixonada por um cara que desenha mangás, o tal do Nozaki-Kun do título. Nozaki escreve mangá para garotas adolescentes e Sakura acaba virando assistente dele. Não se se vocês sabem como funciona o trabalho de uma pessoa que faz mangás, mas ao contrário das HQs de super-herói americanas, o autor desenha E faz o roteiro, mas tem alguns assistentes para ajudá-lo a fazer fundos, retículas e outros detalhes.

VOU ESCREVER SUA HISTÓRIA PARA VOCÊ!!!!!!!! (no caso, eu depois de ler um livro muito bom e meu personagem favorito se ferrar)

Enfim, a arte de desenhar e escrever mangá não vem ao caso, o que interessa é: EU NUNCA ME IDENTIFIQUEI TANTO COM UM CRIADOR DA FICÇÃO QUANTO COM O NOZAKI-KUN. Tem um episódio específico que ele está em próximo do seu prazo e basicamente morre, usando Salompas em seu pescoço, ombros, braços e cérebro (ok, essa última parte não, MAS QUERIA UM SALOMPAS¹ PRO CÉREBRO). Faltam duas semanas para minha deadline auto-imposta (vide o post mais útil dessa série) e esses últimos sete dias foram uma bagunça.

Vamos entrar na Tardis um minuto e voltar para quinta-feira passada. Comecei o dia como sempre, escrevendo 2000 palavras pela manhã e vim para o meu estágio. Vou estragar a magia, mas quinta é o dia que geralmente escrevo aqui e deixo tudo programado, então foi isso que fiz numa horinha vaga que surgiu (como estou fazendo agora). Aí voltei para casa, toda saltitante, jantei e quando abri o computador, senti a dor mais fela da mãe no meu braço direito e não conseguia levantar ele.

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Diário de Escrita #1

tumblr_nfsd4563sz1sp22ovo1_500Só consigo trabalhar com prazos, porque me planejo para conseguir alcançar a meta até a data. Meu prazo com a editora normalmente é diferente do meu prazo pessoal para terminar o primeiro rascunho, porque sempre, sempre, sempre tem um monte de modificações para fazer, erros de continuidade em cena, diálogos que ficam soltos e estranhos, dentre outras coisas.

E meu prazo pessoal foi dia 31/01, o que, HAHAAH, nem cheguei perto de fazer. O problema é que eu só consigo avançar com a história quando sinto que o início está certo e, desde novembro, mais ou menos, eu venho tentando diferentes abordagens para o início, sem muito sucesso. Algumas pareceram promissoras, principalmente durante janeiro, mas descobri quando eu já tinha quase 10 mil palavras que não estava tão bom assim. Eu nunca apago esses inícios, então algumas ideias de cena ou diálogos ou descrições são reaproveitadas no rascunho que vai para frente.

Desde que encontrei o início certo e passei da primeira “montanha”, que são mais ou menos as primeiras 15 mil palavras para mim, estou sendo extremamente produtiva. Apesar de ser um livro tenso, com algumas cenas que demandam uma carga emocional, estou impressionada com a velocidade em que a história está saindo para o papel. Segundo os meus planos, ele deve estar pronto até o início de março, o que significa que estou fazendo metas um tantinho puxadas para conseguir alcançá-lo. Minha meta é de 2000 palavras por dia, todos os dias, e foi bem difícil quando eu comecei. Eu comecei fazendo 500 ou 1000, ficando frustrada e adicionando mais palavras para a meta do dia seguinte.

Mas depois de uma semana assim, escrevendo números crescentes de palavras a cada dia, eu cheguei nos 2000. E aí cheguei nos 3000. Aparentemente um pouco mais de 3000 palavras é o máximo que consigo fazer no dia sem meu cérebro fritar e eu esquecer o que são palavras, mesmo que eu saiba o que aconteça a seguir, mesmo que eu tenha exatamente como a história vai progredir na minha cabeça. Mas isso é muito. Eu nunca consegui escrever tanto na minha vida como estou fazendo nos últimos tempos.

Estou tão espantada com esse surto de produtividade aleatório que comecei a pensar no que estou fazendo diferente.  Enfim, alguns meses atrás eu li esse ebook de escrita, mais especificamente a parte chamada “10k por dia”. A autora explica como foi o processo dela até conseguir escrever 10 mil palavras por dia e, embora cada autor tenha um processo diferente, eu peguei algumas coisas do que ela fez e, agora, estou vendo resultados. Mas não é só isso, acho que são fatores e EU VOU ENUMERAR PRA VOCÊS AQUI E AGORA, VOCÊS QUERENDO OU NÃO.

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Estou viva! (ou quase)

Eu estive pensando nesses dias: se a Sybil tivesse que ser amiga de alguma super heroina, qual seria? A resposta foi obviamente a Kamala Khan (você vê ela aqui do lado, Ms. Marvel lindinha). Não só por elas serem parecidas fisicamente, mas também espiritualmente. Se a Sybil não tivesse crescido na zona de Guerra, com certeza seria tão saliente quando a srta. Khan.

Mas ok, isso é só um devaneio para dizer que ESTOU AQUI!! E VIVA!! Assim, semi-viva, é claro, porque estou dentro da caverna da escrita cuidando dos personagens que vocês mais gostam com muito amor e carinho, sabe. É o desfecho da história deles, quero que haja um desenvolvimento psicológico bom e ninguém termine a trilogia traumatizado para a vida e com marcas físicas e psicológica  irreversíveis.

Ei, por quê você está olhando para mim como se eu estivesse brincando? É sério!

Enfim, eu quero manter esse site atualizado com pelo menos um post por semana, então aceito sugestões. O que vocês querem que eu faça? Um diário ao fim da semana com todo o avanço (de forma vaga) que fiz na escrita do terceiro livro? Vocês querem que eu responda perguntas que vocês fizerem? Enfim, opinem por aqui ou pelo twitter! Se tiverem perguntas, façam aqui nos comentários 🙂

Ah, e se você ainda não participa do grupo de Anômalos lá no facebook, é só clicar aqui.

Adios e até logo!

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