**Esse texto foi escrito dia 29 de Abril e não editei para Julho, mas a polêmica dos Livros de Colorir continuam aí. Em Maio, eles venderam mais de 200 mil exemplares no país e é um fenômeno que está acontecendo no mundo inteiro, não só aqui. Enfim, introdução a parte, acho que é um reflexão interessante!**

Eu comecei a ler A Arte de Pedir, da Amanda Palmer, e desde então estou refletindo muito sobre esse negócio que é fazer arte, o relacionamento do criador com quem consome suas criações e outras coisas mais. Eu admiro muito a Amanda, apesar de algumas coisas problemáticas que ela já fez na vida, principalmente pelo seu ímpeto de tentar inovar e sua confiança aparentemente ilimitada em quem consome a arte que ela faz. O livro explora isso de várias formas, mas não é por isso que estou fazendo esse texto.

Por outro lado, durante essa semana tiveram um milhão de polêmicas sobre aqueles livrinhos de colorir para adultos. Eles são a nova febre, enchendo as listas de mais vendidos de não-ficção e aparentemente um ótimo presente de dia das mães. São uma continuação natural, na minha opinião, da onda que começou com Destrua esse diário e afins. A questão toda é que: são livros de colorir. Sabe, aquilo que sempre esteve disponível na sessão infantil, e agora está em todas as prateleiras com um selo antiestresse. Isso gera muita discussão: tem gente que não acha que é livro, tem gente que acha besta, tem muita gente achando muita coisa.

E pensando sobre isso, acabei me deparando com um devaneio que começa com a pergunta:

O que é arte?

Apertem o cinto que esse post vai ser longo.

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