Tag: personagens

Diário de Escrita #18

Hoje vou responder mais uma pergunta feita pelo Felipe. Ju, a sua sobre agente literário é a próxima!

Enfim, o tema de hoje é sobre algo que eu amo em histórias, os personagens! Vamos à pergunta do Felipe:

Sobre personagens dessa vez. Como você faz para criar os seus personagens? Acontece de um jeito natural a caracterização deles ou você tem algum planejamento quanto a isso? Você baseia seus personagens em pessoas reais (amigos, familiares, celebridades, etc) ou usa características aleatórias?

Pensei muito sobre essa pergunta desde que ela me foi feita. Não sobre a parte prática e efetiva, porque normalmente entendo essa etapa melhor do que as outras, mas o como, essa etapa de criação antes de colocar tudo no papel. Curiosamente, nessa semana a Maggie Stiefvater recebeu uma pergunta parecida, questionando se ela tinha fichas de personagens, e ela respondeu que não e mais outras coisas fantásticas que me fizeram parar e pensar sobre o meu processo desde o início.

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Diário de escrita #8

É meio que um consenso que existem dois tipos de escritores: os jardineiros e os arquitetos. Ok, você pode já ter ouvido falar em pantsers e planners (gosto de traduzir como cagões e planejadores, mas é ofensivo) ou qualquer variante, mas gosto da metáfora que o Martin usa porque é bem precisa. No final, querem dizer a mesma coisa:

  • Jardineiros ou pantsers criam a história conforme vão escrevendo, descobrindo as reviravoltas e como o enredo vai se desenrolar no processo;
  • Arquitetos ou planners precisam de maior embasamento para escrever, delineando a história com detalhes antes de se sentar e colocar as palavras no papel.
Que caminho seguir!?!?!!?

Que caminho seguir!?!?!!?

Na realidade, nenhum autor é 100% jardineiro nem 100% arquiteto. Como é que você vai sentar para escrever sem nem saber sobre o quê está escrevendo? E como é que você escreve sem dar margem para surpresas e reviravoltas surpreendentes que o seu cérebro só decide liberar na hora que você começa a escrever? Mas, em geral, são boas definições para descrever os diferentes tipos de processo de escrita. Eu diria que “ligo os pontos”, num híbrido de arquiteta e jardineira. Sei os pontos importantes de enredo, faço ficha dos personagens, gasto um tempo ridículo construindo as fundações do meu livro (também conhecido como worldbuilding), mas não consigo delinear cena a cena. Decido o que é essencial para o enredo e deixo a história fluir e me levar até esses pontos.

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