Tag: revisão

Diário de Escrita #17

Para o post de hoje, eu fiquei num dilema. O Felipe fez outra pergunta interessante nos comentários do Diário #16, a minha agente sugeriu um tema legal, sugeriram algumas coisas no twitter também e eu também fiquei balançada entre postar algum dos textos que tenho nos rascunhos aqui ou não. No final, optei por seguir a sugestão da Gui, porque é exatamente o momento em que me encontro agora e será VERDADEIRAMENTE UM DIÁRIO!!! (mas ainda aceito sugestões de temas e perguntas, visse)

Se vocês estão acompanhando os posts, lembram que no post passado eu comentei que terminei a revisão. No dia em que ele foi ao ar, eu ainda tinha alguns ajustes para fazer antes de enviar para a editora e somente na segunda-feira consegui terminar todos e enviá-lo. E nesse post quero falar sobre o que acontece agora.

Um dos conselhos de publicação que eu mais ouço – e o que mais dou também – é que é necessária paciência. Paciência quando você envia um manuscrito para análise de uma editora, paciência para obter uma resposta… mas mesmo depois que você tem uma editora, que você é publicado, a ansiedade e o nervosismo são seus inimigos. Sabe por que? Porque os profissionais da editora também precisam de tempo para trabalhar no seu livro.

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Diário de Escrita #14

A imagem que ilustra o post: um trecho de Anômalos 3 com marcações.

Outra semana em que não tive tempo para fazer o post como eu gostaria, mas percebi que posso continuar falando sobre revisão sem muito esforço. Eu percebi que não falei nada sobre como estruturo mentalmente as edições que preciso fazer na história e acho que é interessante comentar sobre isso porque remete muito à forma como eu construo as histórias.

Eu escrevo em Cenas. Não as divido em capítulos até essa fase da revisão e, quando planejo, faço uma lista com palavras curtas sobre as cenas que pretendo escrever. Por exemplo, em Starships, por enquanto a lista está assim:

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Diário de escrita #13

Não. Eu ainda não terminei a revisão. *riso nervoso*

Várias pessoas já vieram me falar como gostam dos meus agradecimentos e eu fico muito, muito feliz com isso, porque todas as palavras que estão lá são verdade. No de A Ameaça Invisível, eu começo dizendo que nunca acreditei nessa coisa de “cada livro de uma série é um processo de escrita diferente” até começar AAI, mas eu finalmente tenho dimensão disso com esse terceiro livro. Dessa vez, foi completamente diferente de todas as outras vezes em que escrevi um livro (seja até o final ou não) e tenho aprendido muito sobre mim, sobre escrever e sobre o desespero que é estourar um prazo.

Veja bem, eu sou uma pessoa que consegue organizar as coisas relativamente bem. Tenho horror a fazer coisas em cima da hora e sempre me planejo para terminar uma, duas semanas antes da data de entrega, para ter tempo de manobra em caso de problemas. Eu realmente terminei Anômalos 3 dentro do planejado, mas a minha experiência anterior com revisão não foi nada comparada com o que está sendo revisá-lo. Tem sido um bom aprendizado para perceber que OLHA, NEM TUDO SEGUE UM PADRÃO, BÁRBARA, e pretendo falar mais sobre isso em outubro, quando o livro tiver saído.

Com isso, eu tenho trabalhado os fins de semana inteiros, das nove da manhã até as onze da noite, com as devidas pausas para que eu não morra.  O que significa que:

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Diário de Escrita #10

revisão
re.vi.são
sf (lat revisione) 1 Ato ou efeito de rever1. 2 Exame minucioso e atento em nova leitura. 3 O trabalho empregado no estudo de uma obra para a emendar, corrigir ou aperfeiçoar. 4 Correção de provas tipográficas. 

Eu passei os últimos três meses escrevendo Anômalos 3 naquele esquema que funciona para mim: prosseguindo mesmo detectando falhas de enredo e de continuidade, escrevendo para chegar no final e ter uma história mais ou menos estruturada. Tem quase um mês que terminei de escrever e mandei o manuscrito para as boas mãos da minha agente e dos meus betas e, ontem, recebi de volta a versão com os comentários da Gui para poder trabalhar.

Hoje, eu passei o dia relendo A Ilha dos Dissidentes e A Ameaça Invisível para ver pontos que posso ter esquecido de abordar no livro, relembrar nomes e situações que eu já esqueci e me reambientar com a história antes de cair com olhos críticos e crueis no primeiro rascunho para transformá-lo em algo um pouco mais legível.

Essa vai ser a primeira de muitas vezes que vou fazer isso até a publicação do livro, na Bienal do Rio de Janeiro.

UGHHHHHHH POR QUE

UGHHHHHHH POR QUE?

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