Tag: starships

Diário de Escrita #18

Hoje vou responder mais uma pergunta feita pelo Felipe. Ju, a sua sobre agente literário é a próxima!

Enfim, o tema de hoje é sobre algo que eu amo em histórias, os personagens! Vamos à pergunta do Felipe:

Sobre personagens dessa vez. Como você faz para criar os seus personagens? Acontece de um jeito natural a caracterização deles ou você tem algum planejamento quanto a isso? Você baseia seus personagens em pessoas reais (amigos, familiares, celebridades, etc) ou usa características aleatórias?

Pensei muito sobre essa pergunta desde que ela me foi feita. Não sobre a parte prática e efetiva, porque normalmente entendo essa etapa melhor do que as outras, mas o como, essa etapa de criação antes de colocar tudo no papel. Curiosamente, nessa semana a Maggie Stiefvater recebeu uma pergunta parecida, questionando se ela tinha fichas de personagens, e ela respondeu que não e mais outras coisas fantásticas que me fizeram parar e pensar sobre o meu processo desde o início.

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Diário de Escrita #9

Palavras escritas em Starships essa semana: 656

Tem autores que consideram começar fácil, é um novo mundo! Uma nova história! Novas aventuras!

Eu não sou dessa categoria. Começar é até fácil, mas achar o começo certo para a história é um pequeno milagre. De Starships, eu tenho mais de 40 mil palavras de inícios diferentes que descartei. Alguns não passam de um parágrafo, outros são mais de 10 mil palavras, com vários capítulos, que não funcionaram por algum motivo, seja porque vi que algum personagem precisava sair da história, seja porque me vi numa sinuca de bico sem saber para onde continuar dali. Eu tenho um diálogo imenso entre uma das iterações do David e uma das iterações da Diana que nunca vou usar.

Captura de Tela 2015-03-18 às 21.56.21

Alguns dos meus arquivos de Starships até o momento. Estou trabalhando no Starships4 agora.

Pode ser frustrante. No início eu ficava irada e não entendia porque não conseguia prosseguir direito ou não conseguia terminar nenhuma história, mas conforme fui escrevendo, compreendi como eu funcionava e percebi que aqueles vários começos, as várias tentativas que eu tinha que fazer eram importantes para eu conhecer melhor a história. Acertar o tom, como gosto de dizer, não é nada além de ter domínio dos personagens e saber em que ponto da história é melhor iniciar para que a narrativa tenha um bom ritmo.

Existem dois tipos de começos que são usualmente utilizados:

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